Fernanda Pessoa propõe vacina contra bronquiolite para crianças pelo SUS

Projeto cria política nacional de prevenção ao vírus sincicial respiratório e amplia a proteção de crianças no primeiro ano de vida
Foto: Buntiam/Depositphotos

A deputada federal Fernanda Pessoa (PSD-CE) apresentou o Projeto de Lei 3209/2026, que cria a Política Nacional de Prevenção da Infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e estabelece a oferta, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de vacina contra o vírus para crianças no primeiro ano de vida.

A proposta também prevê uma dose de reforço no segundo ano de vida para crianças que integrem grupos considerados de maior risco. O objetivo é ampliar a prevenção de complicações provocadas pelo VSR, entre elas bronquiolite e pneumonia infantil.

Proteção desde os primeiros meses

O projeto estabelece que a vacinação seja incorporada como uma política pública permanente. Atualmente, desde fevereiro de 2026, o SUS já oferece gratuitamente o anticorpo monoclonal nirsevimabe para prevenção da infecção pelo VSR, conforme protocolos e diretrizes definidos no âmbito do Sistema Único de Saúde.

Com a proposta, a prevenção contra o vírus passaria a contar também com previsão expressa em lei federal, garantindo maior estabilidade à política de imunização.

Atenção às crianças mais vulneráveis

O PL 3209/2026 prevê a vacinação no segundo ano de vida para crianças com condições que aumentam o risco de complicações, como:

  • doença pulmonar crônica decorrente da prematuridade;
  • cardiopatias congênitas;
  • imunodeficiências;
  • síndrome de Down;
  • outras condições clínicas consideradas de maior risco.

Além da vacinação, o texto prevê ações de vigilância epidemiológica e campanhas de conscientização voltadas a profissionais de saúde e familiares.

Fernanda Pessoa destaca que a ampliação da prevenção pode contribuir para reduzir internações e complicações respiratórias associadas ao vírus, com reflexos também nos custos do sistema de saúde.

Tramitação

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para se tornar lei, o projeto ainda precisará ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

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