A deputada Fernanda Pessoa (PR) pediu atenção às mulheres cearenses para o ingresso em cargos políticos. Em pronunciamento nesta quarta-feira (16), na tribuna da Assembleia Legislativa do Ceará, apresentou dados da mais recente pesquisa realizada pelo Senado Federal que constatou aumento de violência contra mulheres jovens, com idade a partir dos 19 anos.
“Defendo a participação da mulher na vida política de forma natural e por desejo próprio, mas, para isso, é necessário entender que as mudanças efetivas são através de políticas públicas e quanto mais mulheres na política mais ações em prol a mulher. O que observamos nas pesquisas é a existência de grandes desafios em relação à situação das mulheres no mercado de trabalho, na saúde, na violência doméstica, no acesso ao poder, ao direito à moradia, à educação”. disse
Sobre as diversas formas de violência e discriminação contra a mulher Fernanda Pessoa atentou que para mudar “esta realidade talvez venha da maior participação da mulher na política”. A deputada também chamou atenção para a violência que ocorre no mundo virtual e pediu mais ações de regulamentação e respeito entre os seres humanos.
A parlamentar aproveitou para exaltar a realização do encontro PR Mulher, que aconteceu na última sexta-feira (11\09) em Fortaleza reunindo lideranças políticas para refletir sobre a mulher na política.
Fernanda Pessoa aproveitou para pedir a aprovação de sua PEC 05\2015 que assegurará pelo menos uma vaga feminina na constituição da Mesa Legislativa e na mesa de cada Comissão. ” Esta é uma ação que vai contribuir com o debate da igualdade e assegurar a participação feminina nos espaços de decisão política no Ceará. Precisamos unir muitos esforços para acabar com a impunidade e o crime. Por isso, peço a atenção de todos e todas e digo que lugar de mulher é na política”. concluiu.
Apoiar atitudes de conscientização sobre a violência contra a mulher, apoiar encontros que discutam o processo de inclusão da mulher também é um passo na ruptura desse quadro. Na última sexta-feira o nosso partido, o PR, através do PR MULHER realizou o terceiro encontro para discutir políticas e apoiar a candidatura de mulheres do nosso ceará. Parabenizo todas as mulheres que estiveram em nosso encontro. Eramos quase 400 pessoas, pensando e discutindo política. Parabenizo aqui a iniciativa e a presença de mulheres guerreiras e das deputadas federal do PR Gorete Pereira, Magda Mofato, de Goiás, Zenaide Maia, do Rio Grande do Norte, Elcione Barbalho do PMDB do Pará e a nossa vereadora Ruthmar Xavier e tantas outras mulheres que exercem cargos políticos nos diversos municípios do nosso Ceará e que estiveram presentes.
“sabemos que a mulher infelizmente tem de enfrentar muita coisa pra ingressar na vida política , mas não só na política, mas também nos diversos setores da nossa sociedade. A mulher é ainda a cuidadora, cuida dos filhos e das filhas, dos maridos, pais, irmãos. É um ato natural, um saber que pertence a mulher. Somos mulheres, somos guerreiras. Somos fortes, lutamos para conquistar espaços e direitos e defendemos tudo o que acreditamos. Mas, ainda assim, sofremos com a desigualdade e violências moral, física, sexual, entre tantas outras”.
“e as mudanças não são fáceis, mas são necessárias. Por isso, reforço aqui a importância de um trabalho atento em todas as cidades do Ceará, seja através das lideranças de partido, líder de comunidade ou através das organizações da sociedade civil, na construção de trabalhos de conscientização através de encontros, palestras, roda de conversas e debates nos diversos segmentos da comunidade. E como parlamentar tenho mobilizado esforços para a criação de projetos voltados às mulheres”.
Pesquisa
Dados da pesquisa Violência Familiar e Doméstica contra a Mulher do Senado Federal revelou houve aumento de agressão às mulheres mais jovens. Em 2009, ano em que foi feita a primeira pesquisa, 46% das mulheres agredidas disseram ter sofrido a primeira agressão com idade entre 20 e 29 anos. Em 2013, o índice caiu para 34% e manteve-se estável na pesquisa realizada este ano. Por outro lado, 32% das mulheres jovens com até 19 anos relataram ter sofrido qualquer tipo de agressão. Este percentual era 24% em 2009.
Ainda de acordo com a pesquisa, apesar das agressões serem, na maioria, feitas por maridos, namorados, companheiros, representando 73% dos relatos em 2015 e registrando uma queda de 2% em relação a 2013, percebeu-se relatos de agressões também em espaços como: metrôs, ônibus, universidades, ruas, bares e boates.
No Ceará, segundo os registros do Observatório da Violência Contra Mulher, o Observem, da Universidade Estadual do Ceará, 91% das mulheres agredidas moram em zonas urbanas e foram agredidas dentro da vida doméstica e 45% dependem financeiramente dos agressores.
Fonte: Assessoria de Comunicação
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